sexta-feira, 19 de abril de 2013

Tarde ensolarada!



Abra a janela e deixe-o entrar, não se esquive, não se esconda em sombras ou em vales sombrios, sabendo que o escuro nada mais é do que sua ausência; sem sua colossal aparição todos os dias nada seriamos, então não se esconda dele, que traduz tudo oque somos, fazemos, sentimos. Deixe-o iluminar, dar vida: Sol!
(por Anderson Juliani)

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Às vezes tímido, às vezes glorioso.
Às vezes te encara, desafiando quem manterá mais a mirada.
Às vezes te convida, outras te rejeita.
Certas horas te faz bem, em outras, queima como fogo.
Às vezes se eclipsa como um mero mortal.

Às vezes é desejado, às vezes repudiado.
O único senso comum entre todas às vezes, é que ele faz bem,
e sem ele nada floresceria: Sol!
(por Lilian Caroline)  

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Antíteses gostas de referir?! Referiu-se ao astro como maior mas se recusou a estar sob sua luz num domingo, frio, onde apenas ele aquece, vento frio, abraço quente. Ou recusar aplaudi-lo em seu pôr-do-sol em um lugar aberto, alto, onde a mirada voltada pra ele não se perde. olho no olho; queima como brasa, mas aquece igual a fogueira que a gerou gen, gênesis. Tudo dele vem, sem ele nada tem: Sol!
(por Anderson Juliani)

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Trancada dentro do quarto, recusava todas as investidas brilhantes. O feixe de luz amarelo entrando através das cortinas lembrava-a de sua existência. Insistente, todos os dias a convidava para sorrir, para aquecer, para ver o horizonte, para ser livre e não temer o futuro. Ele não combinava com seu estado de espírito atual, por isso ela recusou o encontro. Ele a faria transbordar, e ela queria suspiros. Em revolta, ele desafiou sua rotina referindo mudança, esfriando seu corpo, se negando a esquentar sua cama; surgiu resoluto, mas se absteve do calor. Sua ausência sugeria chocolate quente, sugeria pele com pele; qualquer coisa que substituísse sua cálida carícia. E como retaliação, ela passou mais um dia sem abrir a janela para olhá-lo nos olhos: Sol!
(por Lilian Caroline)

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