Como a vida é ingrata, aparenta ser aquilo que não é.
Dizem que é um sonho, mais não sabem o pesadelo de uma amor distante.
Dizem que é suave, mais nunca sentiram o gosto amargo de uma saudade.
Dizem que o tempo é doce como o mel, mais não sabem que fel, realmente é ficar longe de uma grande paixão.
Dizem que é serena e tranqüila, mais nunca ouviram um grito doloroso do coração, implorando amor e só encontrando solidão.
(Autoria da minha grande amiga Laura Medeiros. Porque poesia é assim, merece nomes inteiros...)
Saudades nega!
sábado, 1 de outubro de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
me desejo toda a alegria
sonhar com algo que não se tem nunca foi pecado
sofrer por coisas imaginárias também não deveria ser.
quando as tristezas reais são difíceis de admitir
inventar dor é receita para fugir da realidade.
para não enxergar seus defeitos
por instantes, finjo que você não existe.
choro a solidão, com você ao meu lado.
Felicidades à mim,
assopro as velas e faço um pedido...
I'm reaching for the phone
To call at 7:03 and on your machine
I slur a plea for you to come home
But I know it's too late
I should have given you a reason to stay
I slur a plea for you to come home
But I know it's too late
I should have given you a reason to stay
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
rebobinar
esse fim foi o fim
comecei tudo de novo
não tem como desligar
nem liguei
mas to on
to play
comecei tudo de novo
não tem como desligar
nem liguei
mas to on
to play
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Gris
A luz do poste acesa à 1:00 da tarde lhe mostrava como a vida estava escura ultimamente.
E junto com ela, as nuvens também choravam...
E junto com ela, as nuvens também choravam...
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Diário da saudade, dia 4; confeitaria
Para a apaixonada o amor era doce.
Doce de açúcar, melado e caramelo.
Bolo de laranja com cobertura de chocolate era o seu preferido.
Flan, manjar, quindim, tudo que derrete na boca, também derretia no coração da apaixonada.
Seu amor escorria como calda por todos os lados!
E para o amado havia preparado um pudim, sua maior prova de amor,
O qual, ele jamais provou...
quinta-feira, 9 de junho de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Petisco
Em meio a multidão, sua mão disfarçadamente roçava a perna da moça com tanto desejo, que não fazia falta saber o nome dela; embora soubesse.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
voou e pousou
Bernardo que pouco entendia de canções de amor, cantarolou toda a tarde por conta de um sorridente passarinho de longos cabelos escuros que avistara pela janela.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Diário da saudade, dia 3; o silêncio dos sentimentos
A Paixão e o Amor andavam abraçados.
Tanto tempo juntos,
como em todas as relações,
discutiram aos berros.
Os dois, senhores da razão,
não admitiam perder.
A Paixão, impulsiva,
acelerava o coração.
O Amor, sereno,
prolongava os sonhos.
Um dia ela resolveu
ir embora, deixá-lo.
Abandonou o casal,
desatou seus laços com o Amor.
O solitário Amor,
pela primeira vez,
calou-se.
A Paixão no entanto,
viajou livre e sem rumo.
Encontrou outro coração,
entrou sem bater,
sentou-se à mesa,
jantou à luz de velas,
gozou a noite inteira!
Pela manhã sentiu-se suja,
sem sua outra metade, o Amor.
Então calou-se também.
E viveram assim, mudos e distantes.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
mas a vontade, transcrita no olhar
tive que engolir meu coração várias vezes após te ver,
você teve que respirar bem fundo pra não gaguejar.
você teve que respirar bem fundo pra não gaguejar.
mais relaxados passamos a noite sorrindo e olhando...
pensando, imaginando e desejando!
e não passou disso.
só isso.
talvez seja melhor assim
eu sem você
você sem mim
só isso.
talvez seja melhor assim
eu sem você
você sem mim
domingo, 10 de abril de 2011
sábado, 26 de março de 2011
sem vida
A morte chega de várias formas, mas a mais triste é, quando a pessoa vaga pela terra, faz tudo o que todos fazem, mas o espírito já morreu.
quinta-feira, 10 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Diário da saudade, dia 2; onde tudo começou
Ao som da música tema do novo casal - Angra dos Reis da Legião Urbana - com a paixão recém horneada, fresquinha, o pensamento dela vagava longe, enquanto ele dirigia pela noite de luar mais estrelada e linda vista por ambos. É ela quem quebra o silêncio:
_Estou triste, mas não sei explicar o porque.
_Você está com amor encubado.
_Não, não estou com amor encubado. Se é que isso existe.
_Existe, e isso pra mim é amor encubado.
_Já disse que não estou!
_(...)
_Você não deveria me perguntar tão despreocupado se eu sinto algo por outra pessoa, eu sou sua namorada!
_Estamos namorando apenas dois dias, apesar que isso não muda o que sinto por você. E você pode até sentir algo por outro, mas não me preocupo, já disse que irei te ensinar a namorar.
_(...)
_Me conta, por quem é esse amor contido?
_Isso só existe na sua imaginação.
_Então explica essa tristeza.
_É amor nascendo, e o amor de algum jeito sempre dói.
E no final doeu também, mas doeu mais.
Ela havia aprendido a namorar,
mas ninguém lhe ensinou a esquecer.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Diário da saudade, dia 1; ela já sabia
Começou pelas pontas dos dedos. Pintou as unhas de laranja-desmaiado, da cor de amor quando quer desmorrer. Assim que secaram, levou-as para ele ver. Durante a noite, desfilou as mãos cuidadosamente manchadas de tinta pelo corpo do moço. Pousou-as nas costas dele e mirou longamente o amor inventar-se ali nas pontas de seus dedos. O amor era laranja. Cor de laranja.
Ela já sabia que o amor não existia . Por isso tratou de inventá-lo.
Também comprou uma porção de vestidos. Já sabia que tudo o que não existe vem embrulhado em vestidos rodados. Encantados. Feitos os de princesa: Traje a rigor para encontrar o lugar-nenhum. De rodado-encantado, dançou no corpo dele. O amor era de "era uma vez". E agora, era a vez de ser feliz para sempre.
Mas, ela já sabia que o amor não existia . Mesmo.
E as pontas dos dedos já não alcançavam a sua melhor invenção. Tentou o vermelho. Rosa. Marrom. Laranja. Rosa. Vermelho. Vermelho. Roxo. Laranja. Durante noites, passou procurando o tom do amor. As mãos desfilando pelo corpo do moço sem rumo. Tateando sem encontrar. Cor de laranja? Rosa. Marrom. Laranja. Laranja. Unha. Vermelho. Unha. Vermelho. Unha. Unha. Unha. Unha. Unha. E ela nunca mais voltou à manicure.
Mas, ela já sabia que o amor não existia . Mesmo.
Depois de tirar todos os vestidos rodados, um a um em cima do corpo dele, conheceu o desencanto. Desembrulhou-se. Rasgou as fantasias. Emborralhou-se. Já não cabia no lugar-nenhum e nem transbordava no infinito. Sabia que nunca ninguém jamais estivera por lá, nem divinamente embrulhado em ouro.
Ela já sabia que o amor não existia. Mesmo. E nem achava mais graça em inventá-lo.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
transcrevendo o coração (a carta)
A vida está boa aqui, aí creio que não deve ser diferente.
com todo esse calor os dias parecem mais longos e a luz é mais vermelha...
é bonito o reflexo nas árvores e a brisa movendo as folhas e as flores espalhadas pelo chão.
Hoje acordei mais leve, apesar da confusão mental e emocional; estava suspensa e as dúvidas
não pesaram, me senti melhor! Aprendendo a viver no escuro.
Por esses lados o movimento diminuiu, as pessoas têm mais calma... vai ser um belo mês de novembro.
espero que boas novas estejam a caminho.
...as coisas ainda são imprevisíveis e estranhas.
eu tenho estado ansiosa e com medo, mas eu acho que vai dar tudo certo no final.
eu penso em você todos os dias...espero que esteja bem...e em paz.
com todo esse calor os dias parecem mais longos e a luz é mais vermelha...
é bonito o reflexo nas árvores e a brisa movendo as folhas e as flores espalhadas pelo chão.
Hoje acordei mais leve, apesar da confusão mental e emocional; estava suspensa e as dúvidas
não pesaram, me senti melhor! Aprendendo a viver no escuro.
Por esses lados o movimento diminuiu, as pessoas têm mais calma... vai ser um belo mês de novembro.
espero que boas novas estejam a caminho.
...as coisas ainda são imprevisíveis e estranhas.
eu tenho estado ansiosa e com medo, mas eu acho que vai dar tudo certo no final.
eu penso em você todos os dias...espero que esteja bem...e em paz.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
revolução
pintei meu céu, agora ele é vermelho.
como minhas unhas
minhas flores
meu sangue
e minha paixão!
como minhas unhas
minhas flores
meu sangue
e minha paixão!
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Leveza de espírito
Eu posso sentir o vento correndo entre meus cabelos,
posso sentir o cheiro da grama densa,
posso ouvir os pássaros fazendo seus ninhos nos topos das árvores,
posso sentir meu coração pulsar no peito, tão forte quanto o rugir de um leão.
Sinto a emoção percorrer minha espinha até as pontas dos dedos.
Sinto o fogo ardente da vida brotar em mim.
Nada pode ser dividido, o que é inteiro reina.
Talvez um dia essa aura mística deixe de me envolver,
talvez eu fique comum e insípida como muitos,
talvez a graça e magia da vida me abandonem.
Mas não hoje!
Hoje eu sinto, respiro e sacio-me com esse encanto,
hoje eu busco e acho,
eu levanto e venço!
Deixo-me enlaçar por ares de múltiplos sentimentos,
permito-me apreciar desde a doçura do amor, até o mais impetuoso e dilacerador sofrimento.
Pairo em glória
meus olhos marejam
não me impeço de chorar
porque nem toda lágrima é triste.
posso sentir o cheiro da grama densa,
posso ouvir os pássaros fazendo seus ninhos nos topos das árvores,
posso sentir meu coração pulsar no peito, tão forte quanto o rugir de um leão.
Sinto a emoção percorrer minha espinha até as pontas dos dedos.
Sinto o fogo ardente da vida brotar em mim.
Nada pode ser dividido, o que é inteiro reina.
Talvez um dia essa aura mística deixe de me envolver,
talvez eu fique comum e insípida como muitos,
talvez a graça e magia da vida me abandonem.
Mas não hoje!
Hoje eu sinto, respiro e sacio-me com esse encanto,
hoje eu busco e acho,
eu levanto e venço!
Deixo-me enlaçar por ares de múltiplos sentimentos,
permito-me apreciar desde a doçura do amor, até o mais impetuoso e dilacerador sofrimento.
Pairo em glória
meus olhos marejam
não me impeço de chorar
porque nem toda lágrima é triste.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
verve
com o estômago embrulhado saiu correndo para o quarto,
o cheiro dele a repugnava ainda mais.
quis beber pra esquecer da vida e do nome.
não pôde evitar a foto na penteadeira.
o lençol macio da cama parecia a pele dele
e ainda tinha o perfume...
queimou tudo, tudo e todas as lembranças.
correu para o banheiro e vomitou a saudade.
pronto! agora estava livre do enjoo. e dele.
o cheiro dele a repugnava ainda mais.
quis beber pra esquecer da vida e do nome.
não pôde evitar a foto na penteadeira.
o lençol macio da cama parecia a pele dele
e ainda tinha o perfume...
queimou tudo, tudo e todas as lembranças.
correu para o banheiro e vomitou a saudade.
pronto! agora estava livre do enjoo. e dele.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Diabética
Quando você era bebê sua mãe te dava banho com mel?
Passava leite condensado ao invés de shampoo?
Te enxaguava com doce de leite e te secava com algodão-doce?
Passava açúcar de confeiteiro no lugar de talco e te perfumava com calda de chocolate?
Por isso você é tão doce e gostoso e, eu tenho hiperglicemia de você?
Passava leite condensado ao invés de shampoo?
Te enxaguava com doce de leite e te secava com algodão-doce?
Passava açúcar de confeiteiro no lugar de talco e te perfumava com calda de chocolate?
Por isso você é tão doce e gostoso e, eu tenho hiperglicemia de você?
Portão do Colégio
Eu o vi.
Como se fosse uma miragem, mas o vi.
Foi tudo tão depressa que nem tive tempo para me emocionar,
quando aconteceu eu estava tão perdida em mim que não te encontrei.
Às vezes faço nossos planos e, te imagino comigo.
Às vezes saio para me distrair.
Sempre esperando a primavera chegar, você sorrir
e tudo recomeçar.
Eu o vi,
passando um tanto distraído.
Mas ele não me viu.
Como se fosse uma miragem, mas o vi.
Foi tudo tão depressa que nem tive tempo para me emocionar,
quando aconteceu eu estava tão perdida em mim que não te encontrei.
Às vezes faço nossos planos e, te imagino comigo.
Às vezes saio para me distrair.
Sempre esperando a primavera chegar, você sorrir
e tudo recomeçar.
Eu o vi,
passando um tanto distraído.
Mas ele não me viu.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
males
Nunca teve medo de altura, da morte, do escuro, de filme de terror, de tubarão e muito menos da imensidão do mar; mas aquela sensação de perdê-la lhe afligia até o espírito sonhador, que agora, ameaçava acordar.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Amanhecer
- Sem essa conversa louca meu bem, o sol já vai nascer e quero te provar que ele tem a cor dos teus olhos.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
me declaro
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