Para quem tem memória curta, a catástrofe sempre acontece mais de uma vez. Uma punição a completa falta de apego ao sofrimento dantes vivido; ou um "lembretezinho" da vida.
(dito popular: o que não se aprende, se repete!)
segunda-feira, 19 de abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
A falta do azul
Sentada no balanço sua mente em branco voava com o vento. Tentou medir sua vida em dias e horas. Retornou à casa sem nenhuma resposta. Vestiu a pele e riu de sua teimosia. Riu em voz alta. Ela sempre ri de seus dramas quando parecem simples depois. Percebeu que todos os dias cria um drama com tendência simplificada. Ás vezes repete meias como solução para a falta de sorte de um dia chuvoso. Chorava saudades pela necessidade de se sentir mais gente. Mas saudade mesmo sentia de tudo aquilo que pensou um dia conhecer e gostar. Sofria a desorganização, a falta de memória, a falta do guarda-chuvas, o medo de alturas, o quarteirão que é muito longo. Sabia que não se conhecia o bastante para sonhar, mas acreditava demais. Agora que viu, parte da graça perdeu o sentido. Sentiu medo de fora. Sabia que não implicaria em coisa alguma. Por isto, talvez, quisesse tanto mais um chocolate. Queria choque. Tinha necessidade de sentir. O que já não tinha tanto talento para fazer.
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